Monday, October 18, 2004

Telecentro Feminista - Primeiros dias de curso

Durante este último final de semana começou o curso de informática básica do projeto Telecentro Feminista, que eu em nome do PSL Mulheres estou ministrando para mulheres envolvidas principalmente com economia solidária.

Confesso que esta é minha estréia como instrutora de informática básica, e foi realmente surpreendente a resposta tão bela que eu tenho tido dessas mulheres quando ajudo elas a fazer as coisas para mim mais simples, como criar uma conta de e-mail.

Comecei conversando sobre software livre, falando de como trabalhamos, como é o Projeto Software Livre Mulheres, a que se propõe, etc. Depois brinquei um pouco pela internet com elas, criei algumas contas de e-mail e ensinei elas a acessar alguns sites básicos. E este foi o primeiro dia.

No segundo dia, domingo, participou um número BEM menor de mulheres, porém todas muito interessadas. Trabalhamos edição de texto e criação de planilhas, e no final da aula, a exemplo do que foi feito na aula anterior, brincamos na internet e eu criei algumas contas de e-mail para outras participantes.

Ensinar as pessoas a dar um clique no mouse, mostrar como acessar páginas de internet, como usar um corretor ortográfico. Isso sim é a verdadeira alfabetização digital. E eu estou muito feliz por ser uma agente de inclusão dessas mulheres nesse novo mundo de possibilidades.

No segundo dia fiz como exemplo na aula uma planilha que elas poderiam melhorar para calcular os lucros e custos de uma cooperativa que trabalhará como restaurante durante o Fórum Social Mundial. E eu vi nos olhos delas como sentiram que a tecnologia pode trabalhar pertinho de cada uma, e como é útil.

No final de semana tem mais, e certamente será tão fascinante quanto este. Espero ansiosamente.

A parte ruim é que eu tinha que acordar às 4 da manhã para ir para o aeroporto pegar meu vôo, que era às 6. Acabei não conseguindo dormir e estou caindo de sono agora. Ossos do ofício.

Thursday, September 23, 2004

Hip Hop, liberdade e Software Livre

Há 5 meses tive uma das experiências mais incríveis da minha caminhada de militante do Projeto Software Livre Brasil. Eu conheci a cultura Hip Hop e os diversos pontos que esta cultura tem em comum com o software livre. Agora tenho a possibilidade de escrever um texto para esse público, sobre o porque o Software Livre precisa do Hip Hop e vice-versa.

Antes de falarmos sobre isso, é importante conhecer o Software Livre. Basicamente, software é o que você xinga e hardware é o que você chuta.

Para explicar a diferença entre Software Livre e software proprietário vou usar uma analogia usada pelo criador desse movimento, Richard Stallman, comparando software e comida.

Se você vai na casa de um amigo e ele faz um jantar pra você, caso você goste daquela comida você pede a receita pra ele, e ele passa para você. Chegando na sua casa, e olhando aquela receita, você percebe que se colocar uma pimentinha que não tinha na receita original o prato pode ficar muito melhor.

Então lá vai você para a cozinha e prepara o prato, só que desta vez com a pimenta. Você experimentou o prato com pimenta e adorou e agora quando alguém lhe pedir a receita daquele prato, você passará a receita constando sua pimenta nos ingredientes. Se você não gosta de cozinhar, simplesmente ignora a receita ou então apenas a reproduz, mas se quiser modificá-la, você sabe como fazer.

Agora vamos fazer um exercício e imaginar um mundo onde não se possa copiar a receita? Você pode comer, mas não pode saber quais os ingredientes nem muito menos mudar aquela receita, simplesmente porque alguém instituiu que você não pode fazer isso. Parece estranho né?

A receita, isto é, a lista de ingredientes de um prato, é como o código-fonte de um software. Tendo acesso ao código-fonte, você pode adaptar um software às suas necessidades, ou adicionar uma pimentinha a mais caso você queira.

O que isso muda na sua vida?

1) Você ganha segurança, porque sabe que ninguém além de você está lendo os seus e-mails quando você usa um programa livre. Porque como eu disse antes, com o software proprietário você não teve acesso à receita daquele software e não pode ter certeza que ele faz somente aquilo que se propõe. Assim como não tem como saber se tem ou não veneno em um prato que você não tem a receita.

2) Você ganha acesso à tecnologia, porque os softwares livres te dão possibilidade de estudar um software totalmente, aprender como funciona e se tornar até um especialista naquele software. Com o software proprietário e fechado, a empresa que fez o software limita seu acesso.

3) Você barateia os custos de um computador. Quando você compra um computador na loja e ele já vem com Microsoft Windows e Microsoft Office instalados, você está pagando por aqueles produtos, que custam cerca de USD 700 no mercado internacional. Convertendo para reais, isso equivale a mais de R$ 2.000,00. Mas e se eu usar software pirata? Você é um criminoso.

4) Você não é um criminoso. As leis brasileiras prevêem até 2 anos de prisão para quem usa software pirata. Um cidadão que trabalha 40 horas por semana, batalha para comprar um computador não tem a necessidade de se criminalizar por usar um software pirata que possui equivalente em software livre.

A internet é um meio de comunicação extremamente poderoso, porque ela pode ser televisão, rádio, jornal e revista tudo junto. E isso potencializa as comunidades que a utilizam. Porque a internet é tão poderosa? Porque ela não tem um dono, ela é de todos nós. Porque ela não tem dono? Porque é baseada nos mesmos conceitos do software livre, que é a transparência, que nós chamamos de padrões abertos.

Se a Microsoft por exemplo, tivesse inventado a internet, provavelmente ela seria mais elitizada do que é hoje porque assim como pagamos para usar os softwares que ela criou, pagaríamos pela internet, o que inviabilizaria o seu uso, como inviabiliza a inclusão digital dos cidadãos comuns usando esses softwares caros e obscuros.

E cade o Hip Hop nessa história toda?

A liberdade de acessar as receitas do software que falamos antes, é garantida pelo mesmo tipo de leis que a usadas para restringir o acesso completo aos softwares, e essas leis são chamadas de Copyright (Direito de Cópia). Nós do software livre chamamos o copyright de software livre de Copyleft (Esquerda da Cópia).

O movimento Software Livre existe há mais de 20 anos, e por isso outros setores começaram a notar que o mesmo tipo de leis que vetavam o acesso das pessoas às tecnologias, vetam o acesso aos bens culturais por exemplo.

Um artista que grava um CD com alguma gravadora, recebe menos de R$ 1,00 pela venda de uma unidade daquele produto, mas a gravadora acaba ficando com R$ 25,00 ou mais.

O programador que trabalha para uma empresa de software ganha o seu salário no final do mês, e a empresa que vende aquele software fica com todo o dinheiro que ela ganha com sua venda.

Isso é certo? Quem são os detentores do talento e conhecimento tecnológico? Eu acredito que assim como as empresas de software proprietário, as grandes gravadoras também têm que arrumar alguma forma de ganhar dinheiro trabalhando. Porque copiar CD não dá mais dinheiro, e é isso que elas têm feito esses anos todos para se manter. Então você me pergunta: Você quer que essas empresas acabem? Eu digo não. Só quero que elas trabalhem um pouco pra ganhar dinheiro, porque a gente tem que trabalhar muito pra isso não é verdade?

Em junho de 2004, durante o Fórum Internacional Software Livre, em Porto Alegre, tivemos o lançamento do Projeto Creative Commons, que tem como objetivo a criação de legislação que facilite o acesso das pessoas aos bens culturais. O seu show de lançamento teve participação do Clã Nordestino, abrindo o show do Gilberto Gil, que foi o primeiro artista brasileiro a aderir publicamente a esse novo conceito de licenciamento, liberando uma de suas músicas de maneira que se uma pessoa for utilizá-la sem fins lucrativos, não tenha que pagar por isso. Logo, sua distribuição através da internet fica livre. E porque um grupo de rap? Isso foi uma escolha feita em conjunto pelo Projeto Software Livre Brasil e Ministério da Cultura, como forma de aproximar esses movimentos.

Além disso, existem outras questões envolvidas e uma delas é o uso da internet para criar conexões muito mais ágeis e rápidas entre diferentes localidades do Brasil e do mundo considerando o alcance que uma informação que é jogada na rede pode ter.

Você pode mandar e-mail pra qualquer pessoa no mundo através da internet, e isso faz com que as relações entre as pessoas se tornem mais horizontais. Antes para falar com um presidente, um ministro ou outra pessoa que parece inacessível, você precisava encontrar essa pessoa fisicamente, ou ligar pra ela (o que é caro dependendo da distância). Com a internet, você manda um e-mail pra qualquer pessoa. E isso facilita muito a comunicação. O Hip Hop no Brasil tem usado a internet como forma de articulação.

Já temos iniciativas de diversos grupos com websites para publicação de notícias e músicas, porém a utilização desse meio de comunicação ainda tem se dado de forma muito tímida. Aqui, cabe citar sites como Enraizados, Real Hip Hop, Bocada Forte, Minas da Rima e outros que eu infelizmente desconheço a existência.

Os artistas ganhariam dinheiro fazendo shows, o que não muda muito da situação atual. Um exemplo real de facilidade de comunicação: as pessoas que me pediram este texto, moram em Curitiba. Quando me conheceram, eu morava em Porto Alegre, mas hoje eu moro em São Paulo. Porque não tivemos dificuldades de comunicação? Porque falamos por e-mail, e isso independe do lugar onde eu estou. Imagina se a gente precisasse se falar por carta? Ou telefone? Ou pior, nos encontrarmos fisicamente? Acho que até agora eu não saberia que este texto precisava ser escrito.

Os aspectos mais importantes, na minha opinião são: a possibilidade de reduzir os custos para projetos de inclusão digital, e possibilitar a verdadeira inclusão digital. O custo de licenciamento de software inviabiliza qualquer projeto de inclusão digital, porque a cada 2 computadores comprados com software proprietário, você poderia ter comprado 3 com o mesmo valor, se tivesse usando softwares livres, que podem ser obtidos através da internet sem custos.

Porque que software livre não tem custo de licenciamento? Porque ele não tem um único dono, esses softwares são desenvolvidos por milhares de voluntários no mundo e hoje em dia o software livre é a maior obra colaborativa não escrava da história da humanidade. O desenvolvimento é descentralizado e possibilita a participação de qualquer pessoa, desde que ela domine a tecnologia em questão. O que motiva essas pessoas? Acho que isso é conversa pra um próximo texto, longo texto.

E sobre possibilitar a verdadeira inclusão digital? Isto está relacionado a transferência de conhecimento, que significa ensinar uma pessoa a aprender, e não treinar ela para que seja consumidora de um produto. Você ensina uma pessoa a aprender tecnologia, ela decide até onde tem interesse em aprender (voltando à culinária, ela pode querer ser um degustador ou um mestre cuca). Se eu tivesse optado por software proprietário, quem define o que uma pessoa pode aprender é a empresa que criou aquele software, e estaríamos optando por formar consumidores de tecnologia de empresas monopolistas ao invés de cidadãos incluídos digitalmente.

E porque o Hip Hop precisa do Software Livre?

Porque o Hip Hop precisa se apoderar das tecnologias para que sua produção cultural possa ser criada e distribuída mais facilmente e de forma mais barata, e para que mais pessoas tenham acesso a essa produção, seja ela musical ou até mesmo notícias locais das comunidades mais distantes. Também cabe lembrar que existem softwares livres que substituem os caríssimos softwares para edição de áudio e vídeo, facilitando a montagem de estúdios multimídia sem grandes gastos com licenciamento de software. Além disso, o uso da Internet somado ao domínio das tecnologias de software pode potencializar o Hip Hop enquanto ferramenta de transformação social. E por último, o domínio das tecnologias inclui as pessoas nessa era da sociedade da informação. Dar as pessoas o direito de acesso as tecnologias é abrir um novo leque de possibilidades inclusive no mercado de trabalho, cada vez mais competitivo e exigente.

E porque o Software Livre precisa do Hip Hop?

Porque a maioria do nosso povo vive nas periferias das grandes cidades, e esse é o espaço do Hip Hop e este é a linguagem da periferia. E nós do Software Livre, como qualquer cidadão consciente, queremos uma sociedade mais justa onde as pessoas tenham acesso de forma mais igualitária à informação e à cultura digital sem criar dependência dessas pessoas com relação aos fornecedores de software. Para que isso seja possível, precisamos aproveitar o alcance dessa poderosa linguagem usada principalmente pelas periferias para criar conteúdo, disseminar conhecimento e incluir nossa população na era da tecnologia da informação.

Software Livre: socialmente justo, economicamente viável, tecnologicamente sustentável.

Links relacionados:
www.softwarelivre.org - Projeto Software Livre Brasil
www.creativecommons.org - Creative Commons

Tuesday, September 21, 2004

Aquela Mulher

Se você quer mesmo saber
Por que ela ficou comigo
Eu digo que não sei
Se ela ainda tem seu endereço
Ou se lembra de você
Confesso que não perguntei

As nossas noites são
Feito oração na catedral
Não cuidamos do mundo
Um segundo sequer
Que noites de alucinação
Passo dentro daquela mulher

Com outros homens, ela só me diz
Que sempre se exibiu
E até fingiu sentir prazer
Mas nunca soube, antes de mim
Que o amor vai longe assim
Não foi você quem quis saber?

Tuesday, July 27, 2004

Macapá - O Meio do Mundo

Ontem cheguei de viagem à Macapá, uma cidade pequeninha e pacata no outro extremo do Brasil, se comparado ao lugar de onde vim.

Passei muito calor. Fui dar um curso de administração de sistemas Linux lá para um pessoal que trabalha no governo, foi bem divertido. Desde fundamentos do sistema operacional, até boot remoto, firewall e outras coisas.

Conversei com algumas pessoas sobre a criação do Projeto Software Livre Amapá, pode ser que as coisas comecem a andar por lá. O comitê de um dos candidatos à prefeitura, que inclusive está com mais de 40% das intenções de voto, ficou muito interessado na causa, disse que eles já tinham tido experiência com SL por lá e que seria uma ótima idéia migrar a prefeitura de Macapá para funcionar 100% em Software Livre, o que me deixou bem feliz.

Fui visitar o Marco Zero, que é o lugar onde a Linha do Equador passa (virtualmente). Também tem por lá um estádio de futebol onde cada time joga em um hemisfério da terra, não é incrível? A linha do equador é a linha divisória do campo...hehehe

Ouvi bastante música, tomei bastante chopp e conheci umas pessoas muito legais. Outra coisa muito legal é que lá é a terra do açaí, então palmito é mato e eu comi realmente MUITO palmito. Também come-se muito camarão, que é uma das coisas que tem muito no Rio Amazonas, que banha a cidade e a noite reflete a lua, lindo...lindo...

O que mais me surpreendeu foi sair de São Paulo, que se intitula cidade da pizza e comer uma pizza muito, mas muito gostosa mesmo em Macapá. :)

Agora, de volta a São Paulo, estou em stand by por respostas sobre outras aventuras, e a próxima será a participação no ENECOMP - Encontro Nacional de Estudantes de Computação em Salvador. Parto para lá na quinta a noite, para palestrar sobre a participação feminina na tecnologia e na comunidade Software Livre e também de um debate sobre inclusão digital. Quero aproveitar para apresentar os números sobre a pesquisa sobre as mulheres que participaram do 5º Fórum Internacional Software Livre em Porto Alegre.

Monday, July 5, 2004

A Mudança....

Estou agora começando a digerir a real possibilidade de ter que ficar morando em São Paulo.

Agora há pouco vi um filme que falava de uma mãe que sabia que ia morrer e deu todos os seus filhos para adoção para que não ficassem desamparados.

Isso fez com que eu pensasse na minha família e o quanto eles são importantes para mim, e o quanto eu sou burra em matéria de expor as coisas que eu sinto. Passei 6 meses morando com meus pais e acho que não deixei eles saberem o quanto isso fazia bem a mim e nem o quanto eu sofri tendo passado tanto tempo longe.

Essa decisão de voltar a São Paulo para viver mais uma vez longe da minha família me deixa muito triste, profundamente triste. O mundo perfeito para mim seria um lugar onde eu pudesse trabalhar e viver perto das pessoas que eu amo. Mas parece que esse lugar não existe. É muito difícil ter que admitir uma coisa dessas.

Minha mãe me falou via ICQ (sim, ela usa ICQ) que meu afilhado passa perguntando da didi (essa sou eu no mundo dele) o dia inteiro...quanta saudade eu sinto dele. Quando eu decidi que ia voltar para morar com meus pais em Porto Alegre uma das coisas em que eu pensava muito era que eu não queria ser uma desconhecida para essa criaturinha tão linda no futuro. Acho que pelo menos isso eu consegui.

Fora isso, acho que toda minha estada em Porto Alegre não serviram de muito para estreitar meus laços familiares. Por falha minha, mais uma vez. Ao invés de aproveitar a minha família e me preocupar em passar bons momentos com eles, às vezes parecia que tudo o que eu procurava era um motivo para atrito. Acho que eu não sei conviver com seres humanos normais.

Não sei se minha mãe e meu pai um dia vão ler o meu blog ou saber se ele existe, mas se o fizerem eu gostaria que lessem aqui tudo o que eu quis dizer e não disse...do carinho, da admiração que tenho por eles e o quanto eu sinto muito de não ter deixado que eles soubessem disso.

Não queria que por nenhum segundo eles pensassem que eu estou feliz por me livrar deles, como um dia acho que eu disse. Queria que eles soubessem que eu mal consigo dormir e que eu choro e sofro muito por sentir a falta deles.

Eu amo minha família, e é uma pena que eles não saibam disso...

Sei lá, a vida tem sempre razão...

Tem dias que eu fico pensando na vida
E sinceramente não vejo saída
Como é por exemplo que dá pra entender
A gente mal nasce e começa a morrer
Depois da chegada vem sempre a partida
Porque não há nada sem separação ?
Sei lá,
Sei lá
Só sei que é preciso paixão
Sei lá,
Sei lá
A vida tem sempre razão.
A gente nem sabe que males se apronta
Fazendo de conta, fingindo esquecer
Que nada renasce antes que se acabe
E o sol que desponta tem que adormecer
De nada adianta ficar-se de fora
A hora do sim é o descuido do não
Sei lá
Só sei que é preciso paixão
Sei lá,
Sei lá

Wednesday, June 16, 2004

A primeira vez a gente nunca esquece....

Dizem que a primeira vez de tudo é a que fica...essa pelo menos no banco de dados eu tenho certeza :)

Não posso dizer que hoje o meu dia tenha sido o mais inspirador para escrever alguma coisa, mas agora, 3:34AM posso ficar mais tranquila porque ele já passou...o pior já passou...

Ontem eu fui assistir ao filme do Cazuza com meu amigo Machado, depois de ter tido uma pequena "briga" aqui em casa...Bom, sobre o filme tudo que tenho a dizer é que ele é ótimo. Depois de tanto ouvir Cazuza e depois de tanto tempo passado depois da sua morte, eu olho pra trás e tenho certeza de uma coisa: Se eu lembro do dia da morte do Cazuza, e já fazem 14 anos, é sinal que eu tô começando a ficar velha :)

O filme é realmente legal, aquele menino feio que fez o papel do Cazuza ficou até bonito sendo Cazuza. Eu passei o dia de ontem com uma música na cabeça, e quando comecei a assistir o filme, ela foi a primeira que tocou, então vou colocar a letra dela aqui e continuar mexendo nessa ferramenta de fazer site. Sabe que eu gostei desse fundo que lembra pirulito colorido só que ao invés de vermelho, meio marrom, parece que o pirulito envelheceu....

Senhoras e Senhores: Down em mim...

Eu não sei o que o meu corpo abriga
Nestas noites quentes de verão
E nem me importa que mil raios partam
Qualquer sentido vago de razão

Eu ando tão down
Eu ando tão down

Outra vez vou te cantar, vou te gritar
Te rebocar do bar
E as paredes do meu quarto vão assistir comigo
A versão nova de uma velha história
E quando o sol vier socar minha cara
Com certeza você já foi embora

Eu ando tão down
Eu ando tão down

Outra vez vou me esquecer
Pois nestas horas pega mal sofrer
Da privada eu vou dar com a minha cara
De panaca pintada no espelho
E me lembrar, sorrindo, que o banheiro
É a igreja de todos os bêbados

Eu ando tão down
Eu ando tão down
Eu ando tão down
Down... down
Eu ando tão down