Tuesday, June 27, 2006

Copa do mundo para os nerds...

Para aqueles que não podem ficar longe de computador nem em dia de jogo do Brasil: http://www.ascii-wm.net/

Apresentação

Fernanda Giroleti Weiden, natural de Porto Alegre, Brasil. Atualmente, vivo em Zurique, na Suíça.

Comecei a me envolver com tecnologia em 1996, quando conquistei o meu primeiro computador. Depois de algum tempo, conheci diversas pessoas que naquela época já usavam GNU/Linux, e depois de pouco tempo, comecei a usar Slackware, em meados de 1998.

Em 2001, fiz do hobby profissão: depois de 1 ano em São Paulo trabalhando como free lance, comecei a trabalhar para a Embralog, uma empresa que prestava serviços à VarigLog, e fui responsável pela implementação de servidores GNU/Linux que faziam a replicação do banco de dados das cargas enviadas. Naquele tempo, Sun Cobalts eram os servidores, Java a linguagem de programação, e email a forma de transmitir a informação. Confesso que aprendi muito durante aquele tempo, e ainda sou muito grata a pessoas que colaboraram para que isso acontecesse, dentre elas, Agnaldo Castellani, que foi meu gerente na época.

Em dezembro 2002, comecei a trabalhar para a Samurai Computadores, num projeto de criação de computadores populares, uma distribuição GNU/Linux para clientes magros. Após dois anos trabalhando estritamente com o lado servidor de sistemas, na Samurai tive a oportunidade de aprender um pouco sobre necessidades de usuário, e como atendê-las (o que é o mais importante).

Em meados de 2003, fundei juntamente com a Loimar Vianna o Projeto Software Livre Mulheres, com a intenção de incentivar mulheres a se interessarem pelas discussões em torno do Software Livre, e prestar suporte a essas mulheres e suas organizações quando o assunto fosse tecnologia, fazendo com que elas entendessem a importância do Software Livre. Desde então, todos os anos nós organizamos junto ao Fórum Internacional Software Livre, o Encontro Mulheres e Software Livre, onde procuramos convidar mulheres da comunidade e de fora dela a iniciarem um debate sobre questões de gênero ligadas a tecnologia. Este evento, somado ao suporte que a organização do FISL sempre deu às mulheres da comunidade, têm ajudado a mudar a cara da comunidade Software Livre no Brasil, incluindo cada vez mais mulheres na comunidade.

Depois de 1 ano na Samurai Computadores, decidi mudar um pouco a minha rotina, e mudar de volta para Porto Alegre em dezembro de 2003, me dedicando mais a comunidade Software Livre. Passei 8 meses trabalhando como voluntária para a Associação SoftwareLivre.org, organizando o Fórum Internacional Software Livre que aconteceria em 2004, em especial a organização do lançamento do projeto Creative Commons no Brasil.

Durante o evento, soube da intenção da IBM em me contratar para me juntar o time do Linux Technology Center, em São Paulo, para onde me mudei novamente em julho de 2004. Fiquei trabalhando na IBM durante 1 ano e 3 meses, basicamente suportando clientes e também conversando com muitos clientes IBM que tinham a intenção de migrar para GNU/Linux.

Em dezembro de 2004 comecei a trabalhar na criação da Fundação Software Livre America Latina, juntamente com um time de pessoas da Argentina, Uruguai e Brasil, com suporte e apoio de Richard Stallman e Georg Greve, presidentes da FSF e FSF Europa respectivamente.

Desde meados de 2005 escrevo mensalmente (ou quase isso) para a Revista PC Master sobre Software Livre.

Em outubro de 2005, quando ainda estava na IBM, recebi uma oferta para trabalhar no Google, na Suíça, onde estou até hoje trabalhando como Administradora de Sistemas.

Monday, June 26, 2006

GPLv3 em Barcelona

Depois de organizar a 2a. Conferência Internacional sobre a GPLV3, que aconteceu no Brasil e eu não assisti nenhum sessão, porque como sempre, quem trabalha não se diverte, na última quinta e sexta-feira participei da 3a. Conferência Internacional sobre a GPLv3, desta vez como palestrante.

Eu assisti a palestra do Stallman e como sempre, ele deu show. Tirou todas as minhas dúvidas com relação ao processo de licença, e falou das mudanças que estão sendo feitas, uma por uma, detalhadamente. Então eu decidi escrever umas linhas para que as pessoas ficassem sabendo do que está sendo feito, e talvez entendam um pouco melhor o motivo por trás das mudanças propostas.

1) Tivoizacão: mecanismos como o existente no produto Tivo, que permite que o usuário grave diversos canais de TV de uma só vez para assistir depois, mas não permite que você assista fora do Tivo. O Tivo inclui diversos softwares GPL, e como a licença diz, você poderia modificar para remover a disfunção de não permitir que você somente assistisse os programas que você gravou usando o Tivo. Mas você não pode porque o Tivo inclui mecanismos de verificação do binário que faz com que ele não rode binários modificados, que na prática, faz com que a liberdade de modificar o Software Livre para que ele se adapte suas necessidades não se realize na prática.

2) DRM, ou como Stallman define: a funcionalidade de se recusar a funcionar. A GPLv3 não tornará DRM impossível, mas fará com que as pessoas que decidam a implementar forneçam o código fonte para que as pessoas tenham a opção de não se sujeitar a esta recusa de função. A liberdade número zero diz que você tem a liberdade de usar o software para qualquer finalidade. Mas você não pode usar esta liberdade para restringir ela dos outros usuários.

3) Patentes de Software: patentes de software criam monopólios de idéias. Quando um método de como gerar arquivos texto usando um programa de computador é patenteado, e você sem nem saber que esta patente existe escreve um programa que use aquele método, você está violando a patente e por isso pode ser processado por alguém que você jamais viu ou conheceu. A diferença entre violação de Copyright e de patente é que o Copyright holder só poderia processar a pessoa que cometeu a violação da licelicença, mas não todos os usuários. A legislação das patentes permite que o detentor do monopólio processe todos os usuários "ilegais" do método, ou seja, todos os usuários do software. A GPLv3 trata isso, na mesma forma que outras licenças de Software Livre já tratavam no passado, a pessoa que distribui o software é responsável pelas licenças de patentes que podem estar sendo implementadas no software em questão, isto é, se viola patente, o problema é de quem implementou, e não de quem está usando, e protege os usuários da ameaça das patentes.

4) Compatibilidade com outras licenças - algumas licenças permitem que o software seja relicenciado sob outras licenças A GPLv3 vai explicar melhor este processo e trabalhar com um FAQ onde estaria uma lista de licenças compatíveis.

5) GPLv3 será modular. Ela permitirá que você inclua algumas cláusulas adicionais, que por algum motivos foram deixadas de fora da licença Você pode escolher, por exemplo, que seu código, quando rodando em servidores de acesso público, deve ser oferecido aos seus usuários, mas você não é obrigado a fazer isso. Se eu entendi direito o que o Stallman falou, quem gera versões alteradas do software pode escolher retirar as permissões adicionais, e o Oliva me falou que restrições adicionais, como essa dos webservers não poderia ser retirada.

6) LGPL será a GPL com um anexo, seguindo o que eu expliquei no ponto 5.

7) Terminar a licença - Quando alguém violava a GPLv2, a licença era automaticamente terminada. Isso gera um problema prático gigante para pessoas que não sabiam que estavam violando, e querem consertar o erro, porque elas têm que pedir autorização explícita para todos os detentores de direito daquele software, que, em alguns casos pode ser centenas ou milhares. A GPLv3 vai tratar isso da seguinte forma: o desenvolvedor que perceber a violação vai notificar o violador de que ele (ou ela) tem 60 dias para corrigir o erro, caso contrário a licença é terminada. O prazo começa a contar do momento da notificação, e somente terminam a licença os desenvolvedores que tiverem oficialmente dado o prazo de 60 dias para consertar o problema.

8) Não é um contrato - este título será modificado no segundo draft, segundo Eben Moglen.

9) Publicação de chaves - Stallman esclareceu que não é necessária a publicação de chaves privadas, somente daquelas que são necessárias para que o software seja alterado pelo usuário. A intenção não é inviabilizar GnuPG e outras tecnologias deste tipo, e sim de garantir que a pessoa que queira alterar o software tenha todos os componentes necessários para isso.

O painel do qual eu participei, que é sobre divulgação e adoção gerou bastante interação: falamos sobre o caso kernel, sobre como ajudar o processo, como é importante que as idéias sejam todas incluídas no sistema de comentários da FSF, e como a GPL vai continuar sendo um instrumento de proteção da liberdade, não de restrição

Isto tudo, juntamente com reuniões, reuniões e reuniões, foram um pouco do que rolou em Barcelona. Parabéns ao time da FSFE que organizou o evento, e à comunidade, que está usando a metodologia de desenvolvimento de Software Livre para desenvolver a próxima versão de um dos documentos mais importantes da nossa comunidade, a GNU General Public License.

Tuesday, June 20, 2006

Free as in "Mark Shuttleworth"??!?!?!?!?!?!

During FISL, David "Novalis" Turner and Georg Greve showed me that I was completly wrong about Ubuntu and that it indeed contains proprietary software.

 Well, i checked whether I had the package they found in the CD, and since I was not using that package, I thought I was free (as in freedom).

 After that, I started to pay more attention to the Ubuntu Policies, what that restricted session means, etc.

 Today, when I received my really nice and new computer, I decided to try again Ubuntu, and then, after the installation completes, I removed the packages that has this description:

 Non-free Linux 2.6.15 modules on PPro/Celeron/PII/PIII/PIV

and

Restricted Linux modules on PPro/Celeron/PII/PIII/PIV

 Guess what???

 Bingo! The dependencies of those packages removed also the kernel. Who needs a kernel, after all?

So, I am not wondering whether there is an easy way to install Ubuntu without the proprietary package, or if the lies in the CD are not only about incuding non-free software, but also about not having even the option to delete them!!!

I am feeling free as in Mark Shuttleworth...whatever it means....

Monday, June 12, 2006

Você se lembra da minha voz?

Continua a mesma...mas os meus cabelos...

Enfim, acabo de terminar a configuracão das minhas contas de VoIP no Brasil. Então se você falava comigo, mas agora não fala mais, e tá morrendo de saudade de mim, você pode me ligar.

Descobri que a Vono nao gosta de pessoas que moram na Suica. Comeco a suspeitar quem anda trabalhando pra Vono ;)

Mas enfim, nada que um servidor na Suécia não resolva. Depois de descobrir que o problema com a Vono era que eles, na verdade, não existiam na minha internet (problema de rotas do lado deles), estou usando um outro asterisk pra conectar no asterisk aqui de casa e fazer a mágica.

Vono, contrate sysadmins. Porque os seus não sabem como fazer um roteador funcionar direito.

Vono, habilite speex, porque ninguém merece usar codec proprietário.

Ainda bem que eu tenho um linkzinho de 6Mb e posso usar um codec que compacta menos a voz, e isso não é tão sofrível.

Como boa pauliúcha, o melhor dos mundos: telefones em Porto Alegre e São Paulo disponíveis.

Nada como ser nerd e chique!