Sunday, February 25, 2007

FOSDEM 2007 - Segundo dia (em andamento)

Hoje é o segundo e último dia do evento. Assim é bom, não dá tempo de enjoar.

Já expondo minha visão geral de como as coisas andaram por aqui. Não sei se foi específico deste ano (é meu primeiro ano aqui), mas tinham muitas trilhas (aqui chamadas "Dev room") sobre Desktop e distros. Faltou projetos de desenvolvimento de tecnologias de infraestrutura.

Tinha trilha de Gnome, de KDE, de X.org, de Jabber, de Mozilla. Enfim, as duas salas mais interessantes ao meu ver foram Embedded e os keynotes.

Minha primeira palestra do dia foi Kern Sibbald sobre o Bacula, que um sistema de backups pela rede. O sistema parece bem complexo mas interessante approach. Eu sempre achei amanda um pouco pobre. Talvez eu nunca tenha tido tempo pra olhar a solução mais a fundo.

Eles não usam formatos padrão de mercado para backups como por exemplo tar. Bacula usa seu próprio formato e promete restauração de um arquivo guardado no backup em cerca de 6 minutos. Progresso pra quem estava acostumado a esperar 6 horas para procurar um maldito arquivinho de 5K dentro de um tar do tamanho do universo, que um gerente de não sei qual setor deletou sem querer da estação de trabalho.

Depois disso eu tentei assistir a palestra do Michael Meeks sobre o OpenXML. Ele é o desenvolvedor responsável por desenvolver o suporte a este formato para o OpenOffice.org. Enfim, depois de 30 minutos de palestra, confesso que não entendi qual a mensagem que ele estava tentando passar. Parecia uma palestra de marketing, tentando explicar para a comunidade como nossa vida será melhor se a gente suportar todos os formatos patenteados da Microsoft. Não me convenceu, e eu saí da sala.

Estou esperando pela palestra do Jeremy Allison, líder do projeto Samba. Ele foi o cara que largou a Novell em protesto contra o acordo feito com a Microsoft. Agora ele está trabalhando no Google.

Saturday, February 24, 2007

FOSDEM 2007 - Primeiro dia



Pela primeira vez depois de mais de um ano morando na Europa, estou participando da FOSDEM, Free/Open Source Developers' European Meeting. O evento acontece em na Universidade Livre de Bruxelas, na Bélgica, e é completamente organizado por voluntários, pela comunidade e para a comunidade. Estimo que entre 1500 e 2000 pessoas estejam por
aqui. Como não é necessária inscrição para poder participar do evento, nem os organizadores sabem ao certo quantas pessoas participam.



A primeira palestra que assisti foi "Liberando Java", por Simon Phipps, da Sun. Neste momento que escrevo, ele está chamando algumas pessoas da comunidade para falar sobre suas experiências com a comunidade. Aprendi nesta palestra que 26% do código disponível no repositório do Debian é contribuição da Sun, e Simon completa: "Isto é 3x mais do que a IBM contribuiu, e 5x mais do que a RedHat. Porque vocês nos odeiam?"



Sun também anunciou aqui que se tornou "Corporate Patron" da Free Software Foundation, e que a licença que o Java usará será GPL. Acho que eles estão esperando a GPLv3, e segundo o Simon, também alguns contratos com outras empresas que não permite que o Java seja libertado antes da metade do ano. Vamos esperar.



Também teve um vídeo do Stallman dizendo que as empresas deveriam aprender com o que a Sun tá fazendo, e seguir o mesmo caminho que a Sun está trilhando agora. Enfim, um keynote bem interessante e bem marketeiro.



Mark Wielaard foi apresentado como um herói do Java Livre, e falou um pouco sobre este processo de desenvolvimento do Java Livre. Mark já esteve no FISL há 2 anos atrás, juntamente com Dalibor Topic, participando do Javali.



Simon hoje não falou sobre Open Source, como ele fez há 2 anos atrás quando nos conhecemos em Brasília. Hoje ele falava de Software Livre e de colaboração com a
nossa comunidade.



Depois desta palestra, assisti Shane Coughlan, falando da Freedom Task Force, que é um projeto da FSFE para prestar suporte para a comunidade, indivíduos e empresas sobre licenciamento de Software Livre. Foi uma sessão rápida, com muitos questionamentos sobre o que é o FLA, que é um documento legal publicado pela FSFE para ajudar os projetos de Software Livre a lidar com transferência de copyright.



Interessante palestra, com direito à depoimentos de Kern Sibbald, criador e atualmente líder do projeto Bácula, contando sua experiência sobre o trabalho que a FTF têm feito para ajudar o Bacula a não precisar se preocupar com tranferência de copyright e "enforcement" da licença em caso de violação.



Minha terceira e última palestra do dia foi sobre OpenMoko. Para quem nunca ouviu falar, OpenMoko é um projeto de desenvolvimento de um telefone celular que roda Software Livre. Nada do velho modelo de "nosso sistema é baseado em GNU/Linux, mas você tem que usar ele como a gente quer". O OpenMoko pretende dar aos nerds a possibilidade de desenvolver aplicativos para seus próprios telefones, criar novas formas de computação, e não manter a mesma visão dos anos 60 sobre o que um telefone celular deveria ser.



OpenMoko quer mudar a forma que se ve computação móvel. Sistemas fechados levam a evolucao controlada e "predictable". O sistema operacional para telefones celulares é completamente GPL e LGPL. A interface grafica é GTK. Ele ainda vem de fábrica com interface MiniSD e cartão de 512Mb de memória. A tela é touch-screen, e vem com aquelas canetinhas como PDA, mas também têm a possibilidade de usar o dedo. Eu vi o telefone bootando, com o kernel Linux aparecendo o pinguim do boot em framebuffer e tudo. Lindo lindo lindo!



O telefone estará a venda por 350 dolares, o hacker's kit custará 200 USD e o kit para carros 75 USD. A pilha GSM é fechada, proprietária e patenteada, se não me engano por Texas Instruments, que é o chip que eles estão usando neste telefone. O uso de um desses chips de mercado, completamente proprietário é infelizmente necessário para que as operadoras de telefone celular homologuem a utilização deste aparelho em suas redes. O acesso livre é as regras que controlam os sub-sistemas do telefone. Liberdade para experimentar.



Na primeira fase, programada para começo de março, o telefone estará a venda para desenvolvedores de Software Livre, e mais tarde, em setembro, para o mercado em geral. Estou contando os dias!

Wednesday, February 21, 2007

Todo carnaval tem seu fim...

Todo dia um ninguém josé acorda já deitado
Todo dia ainda de pé o zé dorme acordado
Todo dia o dia não quer raiar o sol do dia
Toda trilha é andada com a fé de quem crê no ditado
De que o dia insiste em nascer
Mas o dia insiste em nascer
Pra ver deitar o novo.

Toda rosa é rosa por que assim ela é chamada
Toda Bossa é nova e você não liga se é usada
Todo o carnaval tem seu fim
Todo o carnaval tem seu fim
E é o fim, e é o fim

Deixa eu brincar de ser feliz,
Deixa eu pintar o meu nariz

Toda banda tem um tarol, quem sabe eu não toco
Todo samba tem um refrão pra levantar o bloco
Toda escolha é feita por quem acorda já deitado
Toda folha elege um alguém que mora logo ao lado
E pinta o estandarte de azul
E põe suas estrelas no azul
Pra que mudar?

Deixa eu brincar de ser feliz,
Deixa eu pintar o meu nariz

Por onde andou Fernanda? (Parte 2)

Lá fui eu à Sampa, de volta a terra da garoa. Trabalhei durante uma semana no escritório da Google em São Paulo. Fiquei morrendo de ciúmes porque eles têm água de coco na geladeira. Aqui em Zurique, por razões óbvias, nós não temos. Mas tem Rivella, que é o equivalente ao guaraná da Suíça. A base é de leite. Estranho não? O gosto também é estranho.

Enfim, não tive tempo de visitar a famosa cratera. Encontrei o Lama, que fazia épocas que eu não via, e a Raquel, com quem eu e o Georg tivemos uma interessante noite na pizzaria Bras falando em português o tempo todo. Acredite quem quiser! :)

Visitei o Asterix, que continua legal como sempre e a cerveja gelada como sempre.

A semana passou mais do que rápido. Ah, dica importante. Quando você for viajar, e quiser usar um website para fazer reservas, não use o site da Decolar. Quase fiquei na rua em São Paulo porque eles simplesmente não repassaram minha reserva para o Hotel.

Sunday, February 11, 2007

Por onde andou Fernanda? (Parte I)

Nossa, no último dois meses eu fiz tanta coisa. Acho que depois de passar 1 ano na Suíça, minha volta ao Brasil (de férias) foi um pouco introspectiva. Resolvi visitar família, lugares que significaram muito para mim enquanto eu era criança (mais criança do que hoje), e fazer tudo aquilo que eu não faço muito aqui no hemisfério norte: bater papo, tomar cerveja e comer MUITA comida brasileira.

Logo que cheguei ao Brasil, passei poucos dias em Porto Alegre e logo me fui para o local onde me criei, Quintão/RS. Nada de praias nordestinas maravilhosas, e ao invés disso, um retorno ao meu passado. Todos os verões para mim eram como sagrados. Lá ía eu com minha grande amiga de infância, Paula, passar o verão sob o olhar de meus avós. Fazíamos muitos malabarismos para sair com a turma a noite. Algumas vezes pulávamos a janela do quarto, íamos para um bar e depois retornávamos. Tudo isso enquanto nossos avós dormiam...

Algumas coisas desta vez estavam diferentes. Neste verão não teve vovó, já que ela falesceu há pouco mais de um ano. Paula também não esteve por lá, já que ao, contrário da infância (quando as férias escolares eram para todos na mesma época), Paula não estava de férias. Obviamente, a cidadezinha cresceu muito (ainda continua muito pequena). As pessoas que frequentam os lugares que eu frequentei na minha adolescência já não são as mesmas. Mas isso não me tira a gostosa sensação de sentir que aquele era, e ainda é o meu lugar. Georg também gostou do clima do local, a cidade pacata, a simplicidade e a sensação de estar em um lugar onde turistas são raridade.

Passamos maravilhosos 10 dias em Quintão/RS, e depois retornamos a Porto Alegre. Sabe como é, a realidade chama. Minhas férias já estavam no final, e tive que retornar à cidade-fumaça, São Paulo, para retomar o meu trabalho (que eu amo) no Google.

Wednesday, February 7, 2007

Enfim, uma senha denovo

Andei por um tempo sem a senha do meu blog. Mas a recuperei. Vou voltar a escrever aqui.