Sunday, March 8, 2009

8 de março

Uma menina, de 9 anos de idade, vinha sido abusada sexualmente pelo seu padrasto. A mãe da menina acabou descobrindo, quando percebeu que sua filha, de 9 anos de idade, estava grávida. A mulher então levou a filha a polícia e ao hospital para que fossem feitos exames necessários. Ainda foi descoberto que o padrasto também estuprava a outra enteada.

A menina, que pesava 37 quilos, poderia morrer se levasse a gravidez adiante. Ela estava gerando duas crianças. No Brasil, aborto somente é permitido por lei em dois casos: risco de morte, ou estupro. Neste caso eram os dois. Em qualquer outro caso, ridiculamente, a mulher pode ser indiciada por "crime de aborto".

Acertadamente, o médico iniciou com remédios para que o processo de aborto começasse. Assim que o aborto aconteceu, o Sr. d. José Cardoso Sobrinho excomungou a mãe da criança, e toda a equipe médica envolvida na decisão e execução do aborto. E foi falar com a mídia, e fez alvoroço sobre a animosidade do ato.

Me envergonha dizer que o alvoroço não era contra o estupro e abuso continuados ao qual a menina vinha sendo submetida. Mas por causa do aborto.

O estuprador é filho de "Deus". Comemorar o que mesmo?

3 comments:

Rodrigo Damazio said...

Pra mim é bem óbvio a igreja fazer isso - afinal eles têm uma longa tradição de abusar de criancinhas, mas nenhuma de aborto.

marcelosilvino said...

Nanda, ridiculo é com tanta facilidade de obtenção de anticoncepcionais, informação e esclarecimentos voce ache ridiculo indiciar-se uma mulher pela prática do aborto. É muito mais fácil e prático prevenir do que praticar um crime como esse, no qual o feto é covardemente eliminado tendo como unica forma de proteção a lei. A mulher que opita pelo aborto na maioria dos casos sofre e muito por isso.
Pesquise na internet, na prefeitura, em sites de psicologia e verá os problemas que passam as mulheres que optam pelo aborto.

nanda said...

Certamente, um estuprador te ataca, e você pode dizer "volta o mês que vem porque não estou tomando pílula". De qualquer forma, mulheres precisam ter o direito de escolher se querem ou não ser mães, por mais difícil que essa decisão seja, assim como os homens, que simplesmente esquecem da responsabilidade depois de ir largando filhos pelo mundo.